Campinorte

Uma “pedra” pesando 1.31 toneladas foi encontrada a cerca de 12 anos por dois irmãos fazendeiros da pequena cidade de Campinorte, a cerca de 300km de Brasília. Na época, uma amostra foi enviada para análise em Goiânia, mas o material não foi identificado.

Cerca de três meses antes da notícia do meteorito se espalhar, um explorador de minérios em busca de pedras preciosas chegou à cidade e ficou sabendo da história da “pedra”. Chegando à fazenda, ele identificou o material como um meteorito, e uma amostra foi enviada ao Rio de Janeiro para análise, confirmando a descoberta. Mesmo depois de identificado, o meteorito foi mantido em sigilo devido ao medo dos proprietários quanto ao grande valor de mercado que ele poderia alcançar.

Devido a sua composição e a sua localização, foi levantada a hipótese deste meteorito ser na verdade, mais um fragmento do meteorito Uruaçu. Feitas as análises o meteorito foi considerado diferente do meteorito Uruaçu (amplamente encontrado na região Uruaçu-Niquelândia) e classificado com o um siderito raro não agrupado. Praticamente nenhum material em estado ferro deste meteorito foi disponibilizado para o pequeno colecionador, com exceção agora de alguns fragmentos oxidados que podem ser removidos da "casca" do meteorito ou encontrados no local onde foi encontrado. O mesmo ocorre também com o meteorito Bendegó.