Carancas

 A queda do meteorito ocorreu em 15 de setembro de 2007, próximo a vila de Carancas, na região de Puno, fronteira entre o Peru e a Bolívia, próximo ao lago Titicaca. O bólido foi avistado na região e um forte tremor decorrente do impacto foi sentido nas localidades próximas. As casas mais próximas foram atingidas por vários fragmentos de rochas e meteoritos, oriundos da cratera de cerca de 12m de diâmetro e 4,5m de profundidade que se formou no local da queda.

Contudo, gases malcheirosos começaram a serem sentidos nas proximidades e pessoas e animais começaram a passar mal, assim, especulou-se a possibilidade do meteorito ser venenoso. Dias depois, porém, os cientistas chegaram a duas possíveis hipóteses: a primeira era de que a queda fez que a água do solo, que continha compostos de arsênio, entrasse em ebulição e intoxicasse as pessoas, ou, a vaporização de troilita (FeS) poderia também ter levado a intoxicação, já que o conteúdo de arsênio na água era muito baixa. Essa vaporização poderia ter formado compostos de enxofre que, junto com o vapor que saiu da cratera, formariam ácidos tóxicos.

Pouco material meteorítico foi recuperado e estima-se que seja algo em torno de 1 ou 2 kg. A grande maioria dos fragmentos é pequena e alguns apresentam crosta.