Marília

Uma chuva de meteorítos caiu no dia 5 de outubro de 1971, aproximadamente as 5:30hs da tarde, seguida de um silvo insistente como se estivesse caindo uma bomba sobre toda a cidade de Marília, não foi avistado bólido. O fenômeno foi observado por várias pessoas, inclusive um geólogo, o professor P.E. Avanzo que posteriormente o descreveu.

Uma das amostras caiu na Rua São Carlos em frente ao número 392 espatifando-se sobre a calçada, não tendo por pouco atingido as crianças que ali brincavam. Segundo um deles, Marcos Aurélio Beraldo, quando ouviu o barulho, olhou para cima e ainda pode ver a pedra caindo. Os populares recolheram alguns pedaços que segundo eles estavam ainda quentes. Alguns disseram que durante alguns minutos saiu fumaça de uma pequena cratera (buraco) que surgiu onde a pedra bateu.

Segundo Avanzo a elipse de dispersão foi bem grande tendo abrangido boa parte da ciadde. Apesar de vários pedaços terem caído, muito pouco foi preservado e entregue para a ciencia, pois a maioria ficou em poder dos populares que quiseram guardar como relíquia.

Mostra textura condrítica bem pronunciada com contornos bem definidos, com crôndulos de tamanho e forma variados, embebidos em uma matriz de material microcristalino. Os côndrulos apresentam estrutura interna bem variada, poikilítica, barrada, fibrosa e granular.

Mineralogicamente consite baicamente de olivina Fa18.8, piroxênio Fs 16.9, ferro-niquel e troilita com menores quantidades de plagioclásio e cromita, com Fe total 26.16%.

O meteorito Marília é um condrito que de acordo com a sua constituição e textura, pertence aos olivina bronzita condritos, grupo H4, tendo sofrido ação moderada de choque no espaço (S3).

Fonte: Meteoritos: Cofres da Nebulosa Solar, Scorzelli, Varela, Zucolotto.