Itapicurú-Mirim

Caiu as 11:00hs da manhã de março de 1879 e foi doado ao Museu Nacional em abril de 1879 pelo Dr. Themistocles Aranha, redator do Jornal "O Paiz" do Maranhão. Na época a nota que acompanhava o meteorito foi extraviada. Posteriormente, o Dr. Aranha forneceu ao Sr. Derby a seguinte nota "Cahio em março de 1897 nas proximidades da Villa de Itapicuru-mirim na província de Maranhão as 11 horas da manhã, estando o tempo claro e a queda sendo acompanhada de um pequeno estampido, um zunido como disse a pessoa que assistio".

O meteorito pesava 2.02kg sendo coberto por uma delgada crosta negra, apresentando na superfície diversas depressões um tanto profundas (regmagliptos) característica dos meteoritos. A parte interna acizentada como concreto, sendo classificado como um condrito.

Possui estrutura condrítica bem desenvolvida, envolvida por uma matriz microcristalina finamente granulada. Os crôndulos vão de perfeitamente arredondados a alongados, diâmetro aparente entre 0.3 a 1.5mm e estrutura interna bem variada.

Mineralogicamente é formado basicamente de olivina bronzita e ferro niquelífeero, com menores quantidades de plagioclásios e troilita, com fases acessórias de diopsídio, cromita, cobre nativo, pentlandita e witlockita.

Listado por Derby (1888 a,b), Oliveira (1931), Vidal (1936) e Hey (1966) e descrito detalhadamente por Gomes et al. (1977). Trata-se de um condrito ordinário do tipo H5 (olivina bronzita condrito).

Fonte: Meteoritos: Cofres da Nebulosa Solar, Scorzelli, Varela, Zucolotto.