Paranaiba

Caiu em 3 de junho de 1956 na Fazenda Cancan a aproximadamente 70km de Paranaiba e a 20km de Cacilândia. O geógrafo Luiz Carlos Massuia levou uma amostra de 4kg do meteorito para a Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da USP. As testemunhas locais informaram que ao cair produziu um forte zumbido e que destroçou parcialmente uma árvore de angico e penetrou 2 metros de solo (sic), irradiando forte calor logo após a queda. O meteorito teria se fragmentado sendo que os fragmentos ficaram espalhados ao redor do orifício perfurado pelo bloco maior. O peso total incluindo os fragmentos foi avaliado pelos moradores em 100kg aproximadamente. Segundo a publicação de Sérgio Estanislau do Amaral, foi com grande dificuldade que o Sr. Massuia conseguiu uma amostra, pois o pessoal da região tinha uma certa adoração mística pela pedra caida do céu, acreditando ter uma influência benéfica no controle das chuvas, o que pode ser comprovado pela cruz que mandaram erguer sobre o local da queda. Foi proposto o nome de Parnaíba por ser a cidade mais próxima ao local da queda, situando-se a 70km da mesma, contudo a cidade de Cassilândia ficava apenas a 20km do local, possivelmente não tenha sido considerada por ser na ocasião recém-fundada.

Um grande bólido foi avistado em pelo menos quatro estados brasileiros e o rastro da fumaça fque ficou no ar foi bastante fotografado. O Dr. Rubingen do grupo de astronomos amadores do Cesar Lattes descreveu a passagem do bólido e calculou o local da queda, mas infelizmente não dispunham de verbas para recuperar o meteorito.

Contudo ninguém havia associado a passagem do bólido ao meteorito, o que foi feito por Zuclotto e Carvalho (2009). Infelizmente grande parte deste material foi destruída pela vizinhança.

Áreas escuras se formaram pela fusão das partes claras por metamorfismo de choque e não apresentam côndrulos. Apesar de primariamente ter sido classificado como acondrito, trata-se de um condrito do grupo L6.

Fonte: Meteoritos: Cofres da Nebulosa Solar, Scorzelli, Varela, Zucolotto.