Cratheús (1950)

O meteorito de Cratheus com cerca de 28kg de massa, foi comprado em 1914 pelo Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil, hoje DNPM, onde se encontra a massa principal. Uma fatia deste meteorito foi doada ao Museu Nacional, sendo que a antiga ficha indica a data do achado como sendo em 1909. Não se tem entretanto noticias de seu descobridor, nem do local exato do achado, apenas o fato de ser proveniente de Cratheus, Ceará.

Foi relatado por Oliveira (1931) e Andrade (1931) e descrito por Curvello (1950) numa breve descrição do meteorito onde se incluia análises químicas de Ferreira. Ao comparar a descrição dada por Curvello com foto apresentada por Oliveira, Buchwald (1975) suspeitou da existência de dois Cratheus e encomendou uma nova análise dos meteoritos ao Dr. Wasson, em amostra do Smithsonian Institution, obtendo resultados diferentes da amostra do Museu Nacional, sugerindo a existência de dois Cratheus. Para o Cratheus (1931): 7.72% Ni, 2.12 ppm Ga, 108 ppm Ge e 2.3ppm Ir, e para o Cratheus (1950): 8.9% Ni, 36.3ppm Ga, 91.4ppm Ge e 9.5ppm Ir. Contudo o meteorito descrito descrito por Curvello é o mesmo que se encontra no DNPM.
Apesar de Buchvwald ter verificado a existência de dois meteoritos diferentes como sendo Cratheus, o do Museu Nacional é idêntico a massa principal do DNPM, além de se adaptar quase que perfeitamente com a parte superior da massa principal, podendo-se concluir que o Cratheus do Smithsonian deve ser uma amostra trocada que foi enviada como sendo do Cratheus.
O Cratheus é um octaedrito plessitico do grupo IIC, com lameas de kamacitas em forma de agulhas finas com largura média de 60+-15um e relação comprimento: largura aproximadamente 15.
 
Fonte: Meteoritos: Cofres da Nebulosa Solar, Scorzelli, Varela, Zucolotto.