Rio Negro

O meteorito caiu as 8:30 da noite do dia 22 de setembro de 1934, perto do Rio Negro, onde um forte estrondo foi ouvido. O Sr. Ayres Rouner verificando o local da queda recuperou aproximadamente 1kg de material. Listado por Hey (1966) e Hutchson et al. (1977), descrito por Gatterer e Junkes (1940, Fodor et al. (1977).

Mostra uma textura condrítica bem desenvolvida com côndrulos bem formados, radiados e microporfiríticos, e fragmentos líticos, opacos finamente granulados e  de cor esucra. A matriz do meteorito é de grânulos finos e vítrea em alguns pontos.

Minerologicamente consiste essencialmente de olivina Fa25, piroxênios pobres em Ca, ambos de composição vairável, um vídro ígneo escuro, lembrando feldspato. Contém menores quantidades de ferro-niquelífero, troilita e cromita. Minerais acessórios com piroxênios pobres em Ca e neflina. Os fragmentos líticos contém olivina e piroxênios pobres em Ca, inclusões de silicatos Fe-Mg lembrando fases de tipo serpentina e vidro de composição heterogenea, com grânulos calco-sódicos e minerais acessórios de piroxênio ricos em Ca e Al2O3. Pertence ao grupo transicional L3-4 e os clasos de condrito carbonáceo tipo III. Acredita-se que o Rio Negro pernteça a camada regolítica do corpo parental que lhe deu origem, pois é evidente que os clastos tenham se implantado na matriz do meteorito por impactos (Fodor et al 1977). 

Fonte: Meteoritos: Cofres da Nebulosa Solar, Scorzelli, Varela, Zucolotto.