Santa Bárbara

Caiu no dia 26 de setembro de 1873, por volta de 1:00h da tarde, numa localidade chamada de Santa Bárbara, na colônia alemã de Leonerhof, meia légua de São Leopoldo e 5-6 léguas de SW de Santa Catarina do Pinhal. Conferindo as coordenadas de Santa Bárbara, informadas no livro de Gomes e Keil (1978) foi verificada que não se trata da mesma localidade e sim que o Santa Bárbara onde o meteorito havia caído era próximo ao município de Sapiranga. O meteorito estava aparentemente viajando de N para S, tendo sido observado por várias pessoas. A queda foi acompanhada de efeitos sonoros, três grandes estrondos, seguidos por uma detonação, terminando com um longo chiado. Cairam vários fragmentos do meteorito, contudo somente um fragmento foi recuperado pelo Sr. Cristiano Valentin, que havia assistido a queda. Ele localizou o meteorito enterrado a cerca de dois palmos e encostado a uma raiz, era do tamanho de uma laranja. O Sr. Pohlman que havia sido encarregado pelo então Presidente da província de Rio Grande do Sul, o Dr. João Pedro Carvalho de Moraes, pagou 5$000 pela pedra e a dividiu. Deu uma parte a Guilherme Kowdorry, ficando com a outra parte da qual tirou um  pedaço, que entregou ao sub-delegado, que a remeteu ao presidente, que por sua vez, mandou ao Museu Nacional, por intermédio do Ministério da Agricultura. Um dos pedaços pesando 49.415g foi doado a Princesa Isabel, tendo sido anexado a Coleção do Principe do Grão Pará. Possivelmente o terceiro fragmento com 41.265g tenha ido parar na rua da Ajuda, pois segundo Derby este meteorito apresentava as mesmas características do Santa Bárbara, principalmente a densidade e formato, fazendo com que se suspeitasse que se tratava do mesmo meteorito.

Exibe textura condrítica bem desenvolvida. Os côndrulos geralmente bem distintos da matriz microcristalina. O meteorito é constituído dos principais minerais olivina (Fa 24.6) bronzita (Fs 20.6) e ferro-niquelífero.

Fonte: Meteoritos: Cofres da Nebulosa Solar, Scorzelli, Varela, Zucolotto.